O Município de Tomar aprovou o seu plano estratégico e orçamento para o ciclo de 2025 e 2026, fixando um montante de 58,9 milhões de euros, o valor mais expressivo da última década. Este reforço financeiro, que representa um crescimento de sete milhões de euros face ao período transato, sustenta uma política de investimento público focada na coesão social, na modernização das infraestruturas educativas e na resposta à crise habitacional que afeta a região do Médio Tejo.
No centro da agenda executiva de Tomar encontra-se a requalificação de equipamentos escolares estruturantes. Destacam-se as intervenções em curso na Escola EB 2,3 Gualdim Pais e a criação da futura creche municipal Raul Lopes, projetos que visam dotar o concelho de melhores condições para a fixação de famílias e apoio à infância. Estas obras, inseridas numa lógica de valorização do serviço público, são acompanhadas por um investimento superior a um milhão de euros no associativismo local, reconhecido como o motor da dinâmica cultural e social das freguesias.
No domínio da habitação, o executivo municipal de Tomar avançou com projetos decisivos no âmbito da Estratégia Local de Habitação e do Plano de Recuperação e Resiliência. Entre as novidades mais impactantes, figura o planeamento de um novo empreendimento de gama média-alta na zona de Vila Nova, na Serra, que prevê a construção de cerca de três centenas de fogos. Esta iniciativa visa equilibrar a oferta imobiliária no território, atraindo novos residentes e mitigando a pressão sobre o centro histórico.
A gestão fiscal do concelho mantém-se focada na sustentabilidade das famílias, com a decisão de manter a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) nos 0,34%. A medida é complementada por benefícios específicos para agregados familiares com dependentes e deduções para prédios urbanos que apresentem melhorias na eficiência energética, promovendo assim uma transição ecológica no edificado urbano de Tomar .
Com esta dotação orçamental, o distrito de Santarém vê em Tomar um polo de desenvolvimento económico e infraestrutural que aposta na reabilitação urbana como ferramenta de revitalização. O plano agora em execução assegura a continuidade de obras públicas de grande envergadura, consolidando a cidade como um centro estratégico de turismo, cultura e qualidade de vida no coração de Portugal.