O Município de Mação tem vindo a implementar uma estratégia estruturante que coloca a investigação arqueológica e o turismo científico no centro do seu modelo de desenvolvimento económico. Ao contrário de abordagens puramente estivais, a autarquia investe agora na consolidação do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo como um pólo de atracção permanente de especialistas e académicos internacionais.
Esta aposta materializa-se através de parcerias sólidas com o Instituto Politécnico de Tomar e diversos organismos sob a égide da UNESCO. A investigação contínua no Vale do Ocreza tem permitido não só a preservação de gravuras rupestres com milhares de anos, mas também a criação de uma infraestrutura de apoio à ciência que gera um impacto directo na economia local. O fluxo constante de investigadores e estudantes de pós-graduação contribui para a dinamização do sector do alojamento e da restauração, atenuando os efeitos da sazonalidade turística na região de Santarém .
No que respeita à infraestrutura, o projecto inclui a melhoria dos acessos pedonais e a sinalética interpretativa em zonas de elevado valor arqueológico. Estas intervenções foram desenhadas para garantir a protecção do património, permitindo simultaneamente uma fruição pública ordenada. O executivo municipal defende que a valorização destes activos culturais é fundamental para a coesão territorial, oferecendo uma alternativa económica baseada no conhecimento e na preservação ambiental.
Além da vertente científica, o plano abrange uma componente educativa dirigida às escolas do concelho, promovendo o sentimento de pertença e a identidade cultural junto das camadas mais jovens. A integração do património arqueológico nos roteiros turísticos regionais reforça o posicionamento de Mação como um destino de excelência para o turismo de natureza e cultura, diferenciando-se pela profundidade histórica dos seus recursos.
Este investimento contínuo na museologia e na salvaguarda do património é visto pelos agentes locais como um pilar essencial para a fixação de novas competências no território, demonstrando que a cultura e a ciência podem ser vectores de sustentabilidade financeira e demográfica para o interior do país.